O Carfilzomibe (Kyprolis) é um medicamento oncológico de alto custo indicado, conforme prescrição do médico assistente, para o mieloma múltiplo. A operadora costuma alegar alto custo, tratamento experimental ou ausência no rol, argumentos afastados pelo registro na ANVISA e pela indicação.

O que diz a legislação

A cobertura do Carfilzomibe apoia-se em fundamentos consolidados:

O que dizem os tribunais

Os tribunais reconhecem a cobertura do oncológico prescrito e registrado:

O medicamento oncológico com registro na ANVISA, prescrito pelo médico assistente, deve ser custeado, não bastando o alto custo ou a ausência no rol para a recusa.

A necessidade de continuidade do tratamento hematológico reforça a urgência diante de negativa.

Os argumentos da operadora e como rebatê-los

  1. O tratamento seria experimental: O registro na ANVISA e a indicação médica afastam esse argumento (Súmula 102 do TJSP).
  2. Há alternativa mais barata coberta: A adequação terapêutica é definida pelo médico assistente, que justifica a indicação específica.
  3. O medicamento não consta do rol: O rol é exemplificativo (Lei 14.454/2022); a ausência não autoriza, por si, a recusa.

Quais documentos são necessários

  • O relatório do médico assistente, com o CID, a prescrição e a justificativa clínica
  • A comprovação do registro do medicamento na ANVISA
  • A negativa da operadora por escrito, com o motivo alegado
  • A literatura ou a diretriz que ampara a indicação, quando pertinente
  • O contrato do plano e a carteirinha
  • Exames e laudos que instruem o pedido

É possível pedir urgência judicial?

Sim. Quando a negativa compromete a saúde e há prescrição do médico assistente, os requisitos do art. 300 do CPC costumam estar presentes:

  • Probabilidade do direito: a cobertura prevista em lei e a natureza exemplificativa do rol, diante da prescrição do médico assistente
  • Perigo de dano: o risco de agravamento do quadro enquanto a cobertura é negada, sobretudo em doença grave

Com a documentação, é possível pedir a cobertura em prazo determinado, inclusive por liminar quando há risco à saúde.

Conclusão

O carfilzomibe (Kyprolis), registrado na ANVISA e prescrito pelo médico, pode ser devido, inclusive por liminar. O relatório médico é a peça central.

Nota informativa: Este artigo possui caráter estritamente educativo e informativo sobre os direitos dos pacientes e a jurisprudência dominante em Direito da Saúde. Não constitui consulta jurídica, aconselhamento legal ou análise de caso concreto. Cada caso é único e depende de avaliação individual da documentação.

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